Dev Convidado: De 0 a dev Open Source com Fabricio

Você já pensou em sair da sua área de conforto, seja ela qual for, e se tornar um desenvolvedor?

Acho que não são muitos que dão essa guinada na vida, mas este é o caso do Fabricio, que mora no interior do Rio de Janeiro e até 3 anos atrás não tinha nenhum conhecimento de Python e não trabalhava com programação profissionalmente!

Desta vez, o entrevistamos para saber mais sobre como ele saiu de 0 a 3 meses para se tornar um dev na Geru e depois se tornou engenheiro de software na maior empresa de open source do mundo, a Red Hat.

Como foram seus primeiros contatos com a programação?

Meu primeiro contato com programação foi no curso técnico, onde aprendi Pascal, Delphi e VB.

Apesar de ter achado programação interessante, não gostava muito da ideia de ter que usar banco de dados, então decidi escolher outro curso para me graduar.

Cursei engenharia de controle e automação, uma área diferente, mas como a maioria dos cursos de exatas, possui disciplinas de programação básicas, onde tive a oportunidade de aprender um pouco de C e C++.     

voltando a programar profissionalmente e a gostar disto…

Em 2015 comecei um estágio na área de engenharia de confiabilidade, e certa vez foi me apresentada a seguinte tarefa: checar os itens do sistema da equipe da engenharia com o sistema financeiro para averiguar a real situação de cada 1.

Da primeira vez, demorei 1 mês para validar 5 mil itens, e já pensei que era algo que se tornava inviável. Na segunda vez que me pediram esta tarefa, pedi permissão para fazer um script para automatizar.

Depois deste script, esta tarefa demora cerca de 24 horas para conciliar todos os itens.

E assim voltei a me interessar por programação, vi o quão útil ela era para resolver meus problemas.

Big data, data science, e diversos outros temas foram pipocando durante minhas pesquisas e descobri que as duas melhores linguagens para trabalhar com isso eram R e Python.

Pesquisando sobre as 2, acabei encontrando alguns conteúdos que mostravam a versatilidade do Python, e decidi que esta seria a linguagem que eu iria aprender.

PRIMEIRO EMPREGO programando profissionalmente

Passei vários dias entrando no Linkedin e olhando vagas de Python, eis que encontro a vaga da Geru, onde apliquei e para minha surpresa meu currículo foi aceito.

Após ser aceito, foi me enviado um desafio de 5 etapas, onde eu não sabia fazer nem a primeira, mas como estava determinado a sair empregado e a dar meu máximo, resolvi o problema (que só funcionava no caso de uso feliz) e funcionou. Fui contratado!

minha saga para a RED HAT

Depois de começar a trabalhar na Geru, fiquei desesperado já que tinha inúmeras coisas que eu não fazia ideia e pensava que não ia conseguir nem passar do período de experiencia.

Desesperado para aprender tudo o mais rápido possível, comecei a procurar por cursos na internet, quando conheci o curso PythonPro do Renzo e do Luciano Ramalho (detalhe do editor: o Python Pro está com um módulo grátis que pode ser acessado clicando aqui!).

O curso além de me dar o conhecimento necessário para meu dia-a-dia, me deu uma rede de contatos incrível. Agora eu tinha outras pessoas que estavam no mesmo barco que eu, e e poderíamos aprender junto.

Nessa época, o Renzo ainda trabalhava na Red Hat, o que me fez ter uma ideia melhor de como era a empresa e o que eu deveria estudar para conseguir trabalhar lá.

Voltando a falar da rede de contatos do curso e do Renzo, através dela conheci o Og Maciel, quem me indicou para uma vaga na Red Hat.

Além disso, o curso ainda me ajudou de outra forma na conquista dessa vaga: fizemos uma simulação de entrevista comigo que foi bem parecida com a entrevista real (e até mais difícil).

CONCLUINDO

Eu tinha desistido da programação quando conheci ela academicamente no curso técnico, mas no mundo real a programação sempre apareceu para resolver meus problemas. E foi assim que eu passei a dar valor a ela!

Acredito que todo meu desenvolvimento como programador vem da vontade de entender e resolver problemas da melhor maneira possível.

Hoje conheço várias ferramentas que se alguém me falasse a 2 anos atrás que eu deveria saber, eu nunca entraria na área, porque acharia impossível aprender tanta coisa.

Encontre um problema que você conheça bem e foque ao máximo em resolve-lo e sempre tente melhorá-lo.

Conclusão da equipe da recrutadev

Gostou deste conteúdo? Espero que tenhamos te ajudado a ter uma idéia de como é o processo para sair do 0 e se tornar um desenvolvedor Open Source em uma das maiores empresas do mundo.

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Autor: Vinicius Mesel

Ex-desenvolvedor de sistemas para bancos de investimentos. Trabalhou com mesas de investimentos e áreas de atendimento a grandes riquezas automatizando processos com Python. Também atuou como pesquisador de bioinformática no Instituto Butantan e hoje é CEO da RecrutaDev.

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